Sou o que sobra

O lado dela está vazio. Antes de conhecê-la, gostava de me esparramar pelo meio da cama. Não sei que horas são, só sei que é madrugada. Faz anos que não tenho rádio-relógio, presente de casamento. Não quero pegar o celular. Tenho medo de receber um whats ou uma notificação dela, ou de algum amigo em comum, e então saber, de vez, que tudo acabou. Perdi o emprego, perdi o cachorro – o Sansão –, perdi o amor da minha vida e, nisso tudo, me perdi também. É, meu pai tinha razão: nunca conseguiria manter nada nessa vida.

Levantei meio tonto de solidão e fui até a cozinha, em busca de qualquer coisa que enchesse o estômago e trouxesse distração. Os pés descalços pareciam estranhar o vazio do apartamento e me arrastavam sem confiança. Há quanto eu fiz daquele espaço meu lar? Já não importa, tenho que aprender tudo do zero mais uma vez.

Na geladeira, alguma coisa cheirava tão mal quanto meu ânimo. Ela tinha partido algumas horas atrás e eu já contagiava a casa com meu azedume de azar. Nem sei se posso chamar assim ou se é muita pretensão. Abandonei os planos de comer e me contentei com um copo d’água. A intenção de me distrair não funcionou como eu esperava, então o melhor a fazer era voltar pra cama antes que eu estragasse mais alguma coisa. Será que o dia 13 do meu nascimento fora uma sexta-feira?

Na volta, ainda na cozinha, senti que pisava em algo estranho. Um misto de raiva e nojo me tomou, embora eu soubesse que se a barata não tivesse morrido sob meus pés, ela teria se envenenado com a minha comida. Pedi um perdão silencioso e retomei o caminho. Mais um passo e uma dor maligna subia pela minha perna direita. Algum brinquedo do Sansão que ficou pra trás, imaginei.

Pulei para tentar alcançar o interruptor, torcendo para não escorregar com os restos de barata grudados no meu pé. Senti algo me cortar e chutei o que deveria ser uma pedra, até conseguir acender a luz.

Por todo o corredor, pedaços de mim estavam espalhados, formando um macabro resumo da minha vida. A pedra era, na verdade, o sonho infantil de ser um astronauta. Ao lado, estava a folha em que cortei: o comprovante de trancamento de matrícula da graduação; escolha que tomei mais por desgosto do que por qualquer desculpa decente que inventei para mim mesmo na época.

Não precisei me esforçar muito para descobrir que nenhum brinquedo de cachorro foi esquecido. Era ela, saída do chão como numa ponta, um prego abandonado. Acreditei que bastava esse tal de amor para construir nossa vida de todas as maneiras que encontrássemos, mas nosso casamento enferrujou e ela se foi, antes de ser tomada pelo tétano.

Larguei o que restava de mim no chão sujo, enquanto as feridas abertas do passado me obrigavam a encarar sua existência. Tenho medo de chorar, por não saber que formas e dores as lágrimas terão. Eu não sei quem sou, mas prefiro me agarrar à dúvida a perder todas as chances.

Na cozinha, fora do meu campo de visão, jaz o corpo de um homem que, um dia, acordara transformado num inseto. Eu o matei por acidente, o último acidente da minha vida.

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Texto para a Oficina Colaborativa do Mundo Estranho, do Eric Novello.

Cócegas

O sorriso do jornaleiro não é igual ao que ele me ofereceu pela manhã, porque agora ele sabe. No fundo, o bairro todo sabe. Meu jeito de segurar a bolsa, meus passos rápidos, o suor que faz as chaves fugirem pro chão.

Percorro o conhecido caminho dos santos juízes. Sou declarada culpada assim que ele saí das sombras e toca meu braço. Assustada, olho para uma janela e vejo a vizinha curiosa me dirigir um olhar de reprovação e fechar as cortinas. Sobram as luzes azuladas das televisões e ele. E sobra você.

Mas isso não é sobre você.

Fecho os olhos para dormir e sou atormentada pela imagem da vizinha. Ela sabe como serão todos os meus sonhos a partir desta tarde. Mesmo que você não passe de um monte de nada sem forma, eu sei que carrega o rosto dele. É somente a ele que você pertence.

Ando apressada pela noite porque assim me ensinaram que deveria fazer. Nunca a temi, para dizer a verdade. Aposto que se você tivesse qualquer coisa minha, também veria na noite uma amiga agradável e acolhedora. Até que ele chegou e nos obrigou a sermos uma só carne. Foi assim que você tornou-se dele, única e exclusivamente, e eu passei a chegar em casa mais cedo. Mudei o horário de trabalho, mudei meu caminho, minha vida toda mudou.

Você entende que eu não poderia continuar, não? Mal posso cuidar de mim mesma. Se você continuasse comigo, as coisas ficariam mais e mais complicadas. Pode me chamar de covarde ou criminosa, eu não me importo. Tive de me livrar de você, antes de te ver, para não ter que vê-lo de novo. Só a ideia de ter o rosto dele nas minhas entranhas me machuca.

Troquei algumas horas de hoje para anular os minutos daquela noite. Deixei de viver por alguns momentos, pendurada a um cabide de sangue, para evitar que você visse a luz do sol. E te deixei pra trás assim que minhas pernas voltaram a me obedecer.

Chego em casa, recupero as chaves caídas, encaro a porta. E se a polícia estiver me esperando aí dentro? Algo me diz que a vizinha me denunciou. Basta o jornaleiro para apontar o caminho de onde moro. Todo mundo aqui me conhece e sabe que vivo sozinha, que respeito as leis e que não sirvo nem para ser assunto. Tenho vários pecados e apenas um crime – o confesso sem dizer uma só palavra.

Vou te esquecer assim como tento esquecê-lo. Entro em casa sem sua companhia, da mesma maneira que saí. Você nunca existiu e ninguém jamais saberá de você. Largo a bolsa no sofá e sorrio satisfeita pelo peso de que me livrei. Você era um monte de nada que pesava tanto quanto o corpo dele sobre o meu. A dor de te sangrar e te deixar morrer me fez cócegas, como se uma pena fosse esfregada na minha barriga.

Quanto ao sei pai, nada sei dele. Voltou para as sombras de onde surgiu e quase nada me lembro do rosto dele. Só sei que era idêntico ao seu.

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Texto para a Oficina Colaborativa do Estranho Mundo, do Eric Novello.

Beijos no Chão

Capa de Beijos no Chão, de Dani Costa Russo

Na história da Cinderela, quando o Príncipe descobre que ela é a dona do sapatinho de cristal, caminhamos para o final feliz. Há um casamento e o tão conhecido “viveram felizes para sempre”, um resumão da suposta harmonia conjugal.Em Beijos no Chão, romance de estreia de Dani Costa Russo, a protagonista não tem nome, mas sua história poderia ser a continuação de Cinderela. Uma jovem estudante de jornalismo é surpreendida pela paixão de um homem rico e solitário. O relacionamento segue sem grandes pretensões por parte dela, até que uma gravidez inesperada leva ao casamento. Mas o conto de fadas não se confirma.

Desde o início do livro, a violência doméstica está explícita. Ou melhor, as violências: agressões físicas, verbais, psicológicas, morais. A protagonista cria rituais para se defender, nem sempre com sucesso. A brutalidade cíclica, marca de relacionamentos abusivos, aprisiona a vítima ao seu carrasco.

A narrativa não segue uma cronologia linear, o que deixa tudo mais perturbador. Alguns episódios de violência chegam a acontecer em público, sem que as testemunhas impeçam. O ditado “em briga de marido e mulher, não se mete a colher”, além dos privilégios na amizade com o agressor, cria cúmplices apáticos. Importante ressaltar que o feminicídio e a violência doméstica são, muitas vezes, diminuídos e disfarçados, como documenta Amelinha Teles em seu livro Breve História do feminismo no Brasil:

“No Brasil, fazia-se crer que somente os homens negros e pobres espancavam as mulheres, devido ao alcoolismo ou à extrema pobreza.”

Eu me incomodei um pouco com a estrutura dos diálogos e pensamentos das personagens. Por mais que o livro retrate uma classe média alta, alguns trechos ficaram pouco naturais ou muito quebrados por verbos declarativos. ou eu sou chato pra caramba pra reparar nesse tipo de coisa

Retângulo roxo com espirais em preto e a pergunta "Por que ler?"

As palavras têm poder, e Beijos no Chão é uma ótima amostra disso. Desde que conheci a Dani, no Clube de Escrita mediado pela Jarid Arraes (outra autora incrível), me encantei pela sua escrita – e pela pessoa alegre e articulada também. Seus textos para a oficina sempre me passaram o sentimento de ler um clássico, e seu livro me causa a mesma sensação. É uma voz literária marcante e agradável.

Embora o tema não seja fácil, a violência na história não é banalizada; tudo é trabalhado com cuidado e respeito. De qualquer forma, é válido avisar que a leitura pode despertar gatilhos (eu mesmo tive mal estar).

Beijos no Chão é uma publicação independente, resultado do esforço coletivo de uma galera muito firmeza que acreditou na Dani e na importância da obra. Leia mulheres para que mais mulheres escrevam e protagonizem histórias.

Mulher ajoelhada arrumando as franjas de um tapete

Site da autora
Página do Facebook
Ligue 180 – Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres

Mas o que você tanto escreve?

Uns meses atrás, minha mãe me perguntou isso. Ela me visitou e me convidou para sair (a.k.a visitar parentes), mas eu recusei porque tinha um texto pra terminar.

Por sorte (?), ela não esperou a resposta e já emendou outro assunto. A verdade é que eu não tinha resposta. Eu poderia dizer que era uma história sobre naves espaciais ou viagem no tempo, que tinha umas resenhas atrasadas e que, às vezes, surgia uma súbita inspiração para poesia e eu me deixava levar.

Mesmo assim, eu sei que a pergunta da minha mãe estava errada. Não é bem o que escrevo que a deixa curiosa, mas o porquê.

Eu não ganho dinheiro com a escrita. Eu não sou conhecido, não sou especialista em nada, não tenho nada publicado. Escrevia zines de não-ficção e distribuía entre pessoas que conhecia. E só.

Cheguei a comentar aqui como comecei a escrever. Basicamente, eu anoto tudo o que posso, como se o papel (o físico e o digital) fossem a minha Penseira. Às vezes crio histórias boas; mais vezes ainda, crio histórias ruins. Participo de oficinas de escrita (comecei com a da Jarid Arraes, que era presencial, e agora estou concluindo a do Eric Novello). Nas oficinas (mesmo a do Eric, toda online) conheço pessoas, interajo, leio textos inspiradores.

Gif de uma Penseira refletindo o rosto de Harry Potter

Acontece também de eu escrever a respeito de algo: pode ser uma resenha ou uma coisa mais aleatória, como isso aqui. E posso ficar um tempo sem escrever, por mais doloroso que seja. Um bloqueio, a síndrome de impostor que me domina, falta de tempo.

Aliás, a síndrome de impostor é uma frequente. Manter o blog é uma luta constante, por mais que eu adore escrever. Se eu pensar duas vezes, o mouse escorrega do “publicar” para o “excluir” e aí, já era. O blog me protege de mim mesmo, evita que eu desista (de novo e de novo e de novo). Até criei a newsletter pra conversar mais – prefiro conversar por e-mail do que usar redes sociais.

Minha cabeça, dominada pela ansiedade, trabalha o tempo todo. Eu sonho com histórias, acordo de madrugada pra anotar uma ideia ou terminar de ler um capítulo (santo Kindle pra essas horas) e me distraio com frequência entre uma garfada e outra. E, só lembrando, eu não ganho dinheiro pra escrever. Imaginem se eu ganhasse?

Aí é que tá: eu me adaptei. Eu poderia rasgar/deletar o que escrevo, mas tô aqui. Estou aqui pra fazer algo que me diverte, algo que me ajuda a estar vivo. Na escola, meu refúgio para evitar confusão era a biblioteca. Consigo participar do NaNoWriMo, porém demorei meses pra conseguir falar DE VERDADE com o psicólogo. Se eu um dia eu serei publicado? Bem, eu não sei. Enfrento situações que me causam ansiedade o tempo todo e não pretendo fazer com que escrever seja mais uma delas.

Admiro muito quem vive da escrita, muito mesmo. Apoio, compro livro, divulgo, resenho, fotografo, indico, entro em contato pra mandar carinho, peço autógrafo. Eu sei como é ter sonhos triturados, então, faço o que posso para manter vivo os dessas pessoas. É uma troca, pois as histórias delas me ajudam também.

Então, de volta à pergunta da minha mãe: eu não sei. Só que parar não é uma opção.

Ano-luz

Subo a rua com o corpo curvado, a mochila formando um casco. O asfalto queima meus pés, como se a borracha do tênis fosse uma grelha. Só ouço minha respiração, alguns cachorros e as cigarras.

Quanto tempo falta para eu chegar? Menos de cinco minutos, eu acho. Mesmo assim, mais de quatro décadas nos separam. Eu sei o que vão dizer sobre meu sacrifício para chegar até ali e sobre minha enrolação para começar a dirigir. E seguirei repetindo que não é sacrifício algum o que fiz. A parte mais difícil é a maldita subida.

Mais alguns passos e alcanço os cachorros. Eles se irritam com qualquer folha que perturbe a ordem da rua. Aqui, já não há mais asfalto. Terra seca e umas pedrinhas ferem meus pés. A poeira queima minha garganta e me atrasa. Eu canso.

Não era aqui a terra de muitas águas? Que perversa ironia! As árvores mais altas, que mantêm o verde saudável em suas folhas, aproveitam o vento e parecem rir da mediocridade de quem está aqui embaixo.

Bato no portão, quase num pedido de ajuda. Vocês estão de chinelos e vestem as roupas de sempre. Cabelos brancos, cigarro, vassoura. A casa pequena demais para que eu possa me jogar no chão gelado e acalmar o coração.

Horta, gato, cerveja, comida. O cachorro que se foi por doença. Gritos. Eu grito para pedir silêncio; enervo quando procuro calma.

Vinte e sete anos não podem alcançar quatro décadas. É uma corrida que ninguém ganha.

-Por que você está fazendo isso?
-Não acredito que você ainda me pergunta.
-Já faz tanto tempo. Pelo seu bem, é melhor deixar pra lá!
-Não, nada disso!
-Mas…
-Mas nada! Nem vem! Já deixei coisa “pra lá” demais nessa vida.
-Olha, você vai se machucar ou machucar outra pessoa.
-Quê? Por quê? E as minhas feridas, quem vê?
-Ai, isso não é sobre você. Pensa fora da caixa um pouco.
-Não posso. Eu tô assim por sempre pensar nos outros e nunca em mim.
-E de que adianta pensar e não fazer? É muita ingratidão, mesmo.
-Meu, cai fora! Não quer ajudar, então não me atrapalha.
-Aff, eu quero ajudar! Por isso te digo: pare agora com essa ideia idiota. É tão simples.
-Simples para você. Você nunca passou por isso. Se coloca no meu lugar, pelo menos uma vez. Uma só.
-Ah, nossa! Que drama! Pobre de você! Te usaram? Te empurraram pro fundo do poço? Não vejo nenhum arranhão.
-Nem toda ferida é visível, viu?
-Ah, é? Pra mim, isso tem outro nome: frescura. Larga isso, vambora.
-Não. Nunca mais largo essa caneta. É minha arma e meu escudo.

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[Exercício do Clube de Escrita da Casa de Lua. Diálogo.]

Ponteiro

Sua música repetitiva me irrita. Tum tum tum, tudo igual, o ritmo da minha vida marcado por você. Seu ponteiro anda e dou meio passo.

Você diz que ainda não posso, falta pouco.

Depois, já não dá mais.

Eu não vi a troca de pilhas ou as atualizações automáticas. Agora, pergunto onde estão os anos que não vi passar, enquanto você seguia a ditar os dias.

Quero dormir, está escuro lá fora. Você não deixa.

Quero voltar, você ainda não sabe como fazer isso. Vejo bagagens maiores do que as minhas e isso me machuca.

 

Reiniciei. O tempo nulo pertence a alguém que morreu.

 

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[Escrito para o Clube de Escrita da Casa de Lua. Tema: (a relação com) objeto.

Arrasta

Arrasta o peso da mochila sob o sol enquanto sobre a rua. Arrasta as palavras e preenche o vácuo entre elas. Arrasta e observa o rastro de água que o bloco de gelo entre duas pessoas deixa. Arrasta e empurra os sentimentos de qualquer jeito, sem arrumá-los de verdade. Arrasta os sonhos até o grito; do grito para o silêncio; do silêncio para a escuridão; arrasta até que os sonhos cheguem a nada. Arrasta o meu ícone até a borda da lixeira e aguarda que o vírus ou o vento faça o resto. Arrasta a mala para fora e diz tchau.

O fundo era cinza e frio. Eu não toquei, mas sabia que era gelado. Começa o Tetris:

Cama branca no canto esquerdo, colchão arranhado pelo gato a seguir. O fogão descascado segura tudo. Um pouco à frente: dois caixotes de feira com livros, mais caixas de cor parda cheias de sabe-se lá o quê – livros, provavelmente. Grandes sacos de lixo, pretos e azuis, com as roupas, vão mais perto da porta. A parede do lado direito é preenchida por um armário de cozinha de cão. Branco, não muito alto, mas bastante pesado. Tem um resto de ar ainda, onde cabe a porta do guarda-roupa marrom com pixações em verde-limão e vermelho.

O fundo não era cinza, era uma tela colorida e bagunçada com a minha vida dentro. Cinza era o gato dentro da caixinha azul que ia, sobre o meu colo, para a nova casa.

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[Texto do dia 23/10/15, para o Clube da Escrita na Casa de Lua.]

Descobri dois gostos na vida: escrever e cozinhar. Isso vem, basicamente, do meu prazer em ler e comer. O segundo grupo é fácil, porque eu recebo, eu ganho e tenho todo o direito de abandonar o livro ou o prato. Já quando produzo, a necessidade de (auto)aprovação me bloqueia.

(estou dançando com a caneta e nem esse exercício sai como eu gostaria)

Sinto mais dificuldade quando as ideias são guardadas no congelador. Parece que elas não têm a mesma liga ou viscosidade do momento que as pensei. A vontade de colocar pra fora vira uma briga violenta, capaz de arrancar sangue – sem que uma palavra, por menor que seja, brote.

Se, por acaso, a primeira barreira é ultrapassada, vem o monstrinho da comparação sussurrar que aquele textão (ou aquele hai-kai humilde) está uma droga. O que viraria um bolo elaborado do Cake Boss – e saiu um bolinho de chuva simplinho – começa a ser revisado, até não servir nem para o cachorro comer.

E eu me calo.

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[Texto do dia 09/10/15, durante o primeiro encontro do Clube da Escrita na Casa de Lua.]