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Mesmo eu, que amo a liberdade,
[e não conheço outra forma de viver, não consigo entender, não aguentaria]
tenho minhas prisões.

Pode ser falta de coragem, eu disse. Talvez seja pior.

Quem sabe, daqui a dois ou três anos, o ponto de partida seja outro. Seja aquela pensão tosca de beira de praia. Seja o desconhecido esperando para ser mais lugar do rastro que farei.
[ou faremos]
[ou fará]

Só não consigo imaginar como será quando o cansaço surgir, a saudade bater. São essas as minhas prisões.

Mesmo livres, as pessoas precisam chegar e sair; por enquanto, sou apenas os pontos.

[novembro, 2010]

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