Piscamos e…

… é final de Julho.

Acabamos de sair daquele vão da dobra da metade do ano. Eu, particularmente, não vi passar.

2016 acontece tão bagunçado quanto os anos anteriores. Eu traço uma linha e caminho por todas as possibilidades imagináveis, MENOS pelo plano inicial.

O projeto de escrever um conto por semana durou um mês. E eu nem gostei do resultado.

Bem, isso é legal, porque evita mais spoilers da vida (já sabemos um, essencial: vamos morrer). Eu voltei pra terapia, prestei/passei num concurso público, fiz 28 anos anos (não sou um rockstar), comecei uma newsletter, aprendi a dirigir. Conheci várias pessoas legais, participei de uma Oficina de Escrita, conheci uma amiga pessoalmente, descobri que falafel é gostoso.

É coisa pra caramba, reconheço.

Por alguma razão, eu comecei a anotar coisas boas desde o dia 1º de janeiro. Coisas que eu FAÇO. Todo dia. Sei lá em que momento da bebedeira de réveillon a ideia nasceu, mas tá rolando. Pode ser algo grande ou um simples “cozinhei”. Vale tudo. Vale sorrir de orgulho relendo, porque ninguém precisa validar o que eu faço com troféus.

Daqui pra frente, eu não conheço o tabuleiro. Até armei umas estratégias, mas o jogo parece acontecer tão bagunçado quanto antes.

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