O que tenho lido

Alguns minutos antes da Virada pra 2016, eu estava montando minha lista de Desafio Literário. Peguei ideias aqui e ali e contei 62 itens. Seria fácil de completar se tantas surpresas não tivessem surgido na minha vida nesses primeiros cinco meses do ano.

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Por falta de tempo e concentração e por ainda sofrer de ressaca pós-Trilogia Millenium, acabei me cercando de contos. Busquei indicações, desenterrei leituras atrasadas, descobri muita gente boa. O legal do conto é que consigo terminar de ler no percurso casa-trabalho-casa e facilita o trabalho de manter o foco.

Nesse sentido, o Wattpad ajuda – e muito! Eu recuperei minha lista de leitura de lá (tava esquecida, tadinha) e encontrei muita coisa bacana. E dá pra ler offline também, que é pra não ter desculpas mesmo.

Quando Fadas Morrem foi minha leitura mais recente. A Daniele levou problemas do nosso mundo para uma realidade com fadas e trabalhou a relação desses seres com os humanos. O conto confirma minha teoria de que a culpa é nossa e sempre será. Achei lindo, muito envolvente.

Um pouco antes, li Mixtapes Vol. I, da Mary. Trata-se de uma breve coletânea de contos inspirados em músicas diversas. Cara, que coisa linda. A Mary tem um jeito incrível de escrever sobre adolescentes, faz a fase parecer bem mais agradável e otimista do que eu me lembro. Tive que ler alguns mais de uma vez, de tão encantado que fiquei.

Falando em encantamento, Alice no Fim do Mundo é o conto que eu passei a recomendar pra todo mundo que conheço. A Soraya escreve de uma maneira tão leve e segura. Não é a primeira vez que cito o conto dela por aqui – e não será a última! Apenas leiam, aproveitem, divirtam-se!

Pausa rápida: repararam que só indiquei mulheres até agora? 🙂

Bem, continuando. Parei de enrolar e comecei a ler a Trasgo, uma revista nacional que publica contos de fantasia e ficção científica. Pirei! Estou lendo em ordem aleatória e (re)descobrindo muita gente boa. Grande parte dos meus momentos criativos dos últimos tempos surgiu após ler a revista – são tantas vozes e estilos inspiradores!

Multiplicidade encontrei também em Neon Azul, do Eric. O livro é construído com várias histórias que dialogam e se entrelaçam. Acaba virando um romance com diferentes protagonistas, depende de que parte você está lendo e em quem vai acreditar. A junção real-fantástico é menor do que em EADB, então recomendo para quem não está sabe por onde começar a ler fantasia.

Pra finalizar as recomendações de contos, indico Inapto, do Pôlo. Já li, reli, re-reli e ninjas cortadores de cebola me acompanharam em todas as vezes. O estilo é direto e a história se desenvolve sem segredos; saber que a ficção denuncia a realidade não faz da segunda um lugar mais agradável. Além de amigo, crítico e membro do Clube de Vegetarianos Fãs de FC (ou seriam Fãs de FC Vegetarianos?), Pôlo está na lista de escritores que me deixam sem palavras.

Por causa da fluidez do gênero, também li poemas. Pra ser preciso, li Poemas Completos de Alberto Caeiro em dois dias. É fascinante! Não é à toa que Fernando Pessoa encontrou em Caeiro seu Mestre.

Comecei a ler três romances, que é pra ver se a ressaca me abandona: Paula (Isabel Allende), Snow Crash (Neal Stephenson) e The Long Way to a Small Angry Planet (Becky Chambers). Ainda estou muito no início, mas acho que agora vai.

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