Vida 2.0

Toda vez que meu pai e eu discordamos em algum assunto, ele diz “É porque somos de gerações diferentes.” De fato: meu pai nasceu em 1943; ele teve uma lambreta e chegou a nadar no (limpo) Rio Tietê. Minha mãe é apenas dois anos mais nova do que ele – ou seja, até eu cair na Terra, em 1988, muita coisa mudou.

Meus pais não sabem usar um computador e reclamam da quantidade de botões no controle remoto (ok, essa até eu). Então, quando viajamos e eu salvo centenas de fotos num pedaço de plástico do tamanho de uma unha, eles ficam admirados. Eles visualizam um hacker, quando eu não passo de um usuário mediano, cujo maior feito foi nunca ter baixado um crack com vírus. Assim espero :p

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De uns tempos pra cá, eu me sinto tão perdido quanto meus pais. Nem mesmo minha curiosidade dá conta de acompanhar (leia-se: entender) as mudanças da tecnologia. Eu não sei comprar smartphone, eu não sei o que é Snapchat, eu não sei qual a graça em verificar o Whatsapp às 6 da manhã no lado esquerdo da escada rolante e não sei usar mais da metade dos memes que nascem diariamente.

Ainda assim, eu estaria mentindo se dissesse que minha vida era mais fácil quando eu descobria bandas que nunca existiram no Emule. Apreciem com moderação me parece um bom conselho pra esse momento.

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Depois de cair na Terra e ficar perdido, Julian analisou todas as informações reunidas e descobriu uma nova forma de vida.

Foi assim que, no dia 4 de dezembro de 2012, pouco antes das 10h, Julian fez algo que muitos queriam e de que todos duvidavam.

 

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