Palavras e mais palavras

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(escritas no celular, apagadas, revistas, amadas)

Olaaaaarrrrr,

Não tenho certeza se já expliquei porque gosto tanto desse negócio de juntar palavras e contar histórias, compartilhar ideias. Acho que por ter passado a infância numa chácara isolada, sem crianças da minha idade por perto (sem ninguém por perto, aliás), eu meio que não desenvolvi a habilidade da conversa. Eu travo em situações sociais, seja com gente que eu acabei de conhecer, seja com amizades antigas.

O fato é que escrever é a forma que eu encontrei para me comunicar sem dar tanto vexame. Mesmo escrevendo (muita) merda, é assim que eu me acalmo e me arrisco. Era o jeito que eu tinha para colocar pra fora muita coisa que não sabia explicar ou com quem conversar. E ainda me arrependo de ter jogado as produções de infância e adolescência fora.

Depois de muitos blogs sofridos e sofríveis, muitas zines, muitos projetinhos inacabados, muitas poesias perdidas em guardanapos, muita dúvida se deveria continuar com isso, aqui estou. Além do exercício terapêutico e da diversão, esse meu estranho jeito de falar tem gerado conversas bem boas. Sinal de que a comunicação realmente está acontecendo.

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Ano passado, participei do NaNoWriMo pela primeira vez – e quase surtei. Não é fácil vencer o desafio, especialmente se você não segue uma programação, não tem um enredo muito bem definido e seu computador pifa 3 dias antes do prazo terminar.

Acabei escrevendo uma parte enorme à mão, outra no celular (com toda a limitação), outra ainda eu ditei pra um aplicativo que converte voz pra texto, mas que não entende meu sotaque nem gírias. Resultado: quase nada salva. Eu digo isso não porque sou meu pior crítico, mas porque reli tudo enquanto juntava e encaixava a confusão que escrevi num romance. Ficou uma bosta.

O começo virou esse continho aqui (a ideia inicial mesmo). O resto, eu vou selecionar o que tem salvação e dividir em outros continhos. E essa é outra fase de exercícios: o desprendimento. Não vou sofrer ou desistir por não ter acertado de primeira.

Tem gente que nasce pra contista, não pra romancista. Quem disse isso foi a Soraya, uma autora que conheci por causa do Encontro Irradiativo. Eu concordo. E que bom que o mundo é esse lugar esquisito cheio de gente diferente, né? (Aproveito pra recomendar um conto lindo da Soraya e que tá baratinho na Amazon. Eu amei o estilo de escrita dela e terminei a história pensando QUERO MAIS, POR FAVOR!)

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Além de comer e dormir escutar uma caralhada de podcasts e ler uma porrada de newsletters (as listas que fiz já estão desatualizadas, alguémmesegure!), estou tirando habilitação e estudando pra um concurso público. Ou seja, o tempo pra ler livros e escrever e resenhar e dar pitacos na vida, universo e tudo mais tá curto.

Estou anotando minhas ideias pra elas não se perderem por aí, até voltar a publicar com frequência. Enquanto isso, juntei umas paradas no Wattpad (Sim! Julian 1×0 Síndrome de Impostor). O lance é que publiquei lá um amontoado de contos que, de um jeito ou de outro, seguem a mesma temática – fantasmas, falta, vazio. O projeto é completar 10 contos até sabe-se lá quando – um passo de cada vez, calma agora, pronto.

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Galera que começou a seguir o blog recentemente: tudo bem? Não reparem na bagunça, cuidado com os/as/es colegas e aconcheguem-se (eu tô aqui, ó). Vocês gostam de poesia Vogon?

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