De saída

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Aeropuerto de Madrid, por Carlos ZGZ

A sala fria e espelhada era a casa de Leila há oito anos. Ela se encarava, sem outra opção, em uma daquelas paredes. Via o corpo forte, a mulher alta e de pele negra cheia de marcas que determinavam onde ficavam suas modificações. Pequenas cicatrizes que carregaria para sempre.

Estava preparada, agora, para voltar ao mundo real – pelo menos, era isso o que diziam as pessoas envolvidas em seu desenvolvimento. O que restara de orgânico em seu corpo reclamava, uma sensação próxima de uma náusea. Segundo o Manual da Ciência Moderna, no entanto, aquilo era impossível: o capítulo XVIII, Outras Adaptações: Necessidades Básicas, dizia que “(….) após cinco anos de processo de Modernização ininterruptos, o Moderno já não sente fome ou sede, sendo tais necessidades substituídas…” Se Leila não comia, também não enjoava.

Abrir sala 6714. Moderno 703-X, favor, dirigir-se à saída.”

A voz familiar surgiu do nada e espalhou-se. Embora todas as paredes fossem iguais, Leila caminhou em direção à saída, tendo decorado a posição da parte móvel. 703-X era sua identificação, por razões práticas e porque o procedimento todo (poderia durar doze anos somente nos estágios iniciais) deveria acontecer da forma mais impessoal possível.

Fechar sala 6714. Liberar a área 502.” – A voz emitida pelos corredores era da Fernanda, a Antiga Nível 2 responsável por Leila e sua adaptação – Você, Moderno 703-X, venha comigo.

Leila obedeceu. Após aquele tempo e todo o treinamento, estava óbvio que sua força e agilidade eram superiores à de Fernanda; poderia matá-la e fugir, se quisesse. Ninguém seria capaz de pará-la e o uso de armas seria evitado, já que implicaria em danificar ou mesmo eliminar um Moderno, o que não era barato. Apesar de a Razão considerar esse raciocínio, Leila apenas caminhou e seguiu a Antiga, mantendo o respeito e a hierarquia que não compreendia em sua totalidade.

*

A Central de Modernização era um gigante complexo de prédios protegido por uma espécie de forte militar. O acesso era burocrático e controlado por aparatos tecnológicos avançados. Todo o esquema de segurança fora pensado para que o perigo externo não afetasse o trabalho de pesquisa e adaptação dos voluntários, assim como o interno, uma vez que não era possível prever os resultados. Por um lado, pessoas religiosas acreditavam que a Modernização era uma afronta às leis divinas, e alguns grupos humanistas posicionavam-se contra a experiência. O segundo perigo, por outro lado, era trabalhar com o desconhecido e colocar vidas humanas e dinheiro – muito dinheiro – em jogo.

Quando o acesso era autorizado na área de segurança, chegava-se à recepção, uma ala ampla e iluminada da CM. Era um espaço praticamente vazio e quase amigável, onde começava a avaliação para concessão de entrada. Nada havia para se ver ou fazer ali, a não ser esperar. Câmeras posicionadas em diversos pontos captavam a imagem intrusa e a confrontava com um banco de dados poderoso. Uma cirurgia plástica mal sucedida poderia ser descoberta, tamanha a precisão do escaneamento. Se fosse descoberto um membro de organização contrária ou uma pessoa próxima, a polícia era acionada. No lado esquerdo, próximas a elevadores sem vigilância visível, ficavam quatro confortáveis poltronas. O tempo de espera obrigava até a mais inquieta das pessoas a sentar. Iniciava-se, então, a medição da temperatura corporal, peso e batimentos cardíacos. Nem mesmo o símbolo da Central desenhado no chão era apenas decoração: o piso sensorial calculava a quantidade e a força dos passos, avaliando a ansiedade de quem desejava ingressar em outros níveis do prédio. Calma ou nervosismo em excesso atraiam a atenção.

Uma vez aprovada no primeiro teste, a pessoa era levada a uma sala para a verificação de identidade. Scanner corporal, exames de sangue e uma cansativa bateria de perguntas após uma refeição batizada com drogas da verdade. Em alguns casos, a pessoa desgastava-se tanto que era convidada a passar a noite – e ter seu sono monitorado.

Nos anos iniciais, a equipe técnica e médica também eram submetidas a tais testes. Ninguém estava imune a mudar de opinião sobre a Modernização, seja voluntariamente, seja por causa de drogas ou ameaças. Há trinta anos, quando a experiência começou, invasões, sequestros e até assassinatos ocorreram. Foi decidido criar a Central, de forma a acomodar as pessoas responsáveis, unificar servidores e elevar a segurança (incluindo a segurança armada, provida de soldados obedientes e sem perspectiva). Os membros das equipes escolhiam entre levar suas famílias para a CM ou simplesmente abandoná-las.

*

-Por que estamos indo para a Ala G-3? – A voz sem emoção de Leila parecia acompanhar o ritmo dos passos.

-Quem começou o trabalho é quem termina. É assim que funciona – Respondeu Fernanda, tentando soar tão mecânica e indiferente quanto sua acompanhante.

-Fala dos Vocacionistas? Considero que já tenham feito tudo e que houve uma falha para que essa nova avaliação seja necessária. Cometi algum erro, Nível 2?

-Não. – A resposta saiu bufada, cansada. Apenas a satisfação de ser chamada de Nível 2, sem aquele horrível “Antiga”, foi um estímulo para continuar – Você permanece muito competente e sairá daqui como um Moderno de elite, 703-X. O protocolo exige que os Vocacionistas emitam um relatório sobre sua evolução.

-Olá, Leila. Quanto tempo! – O timbre grave do Dr. Vinícius Camargo permanecia o mesmo. Havia qualquer coisa de alegria e paciência em sua voz, em contraste com o corpo alto e forte. – Vamos começar?

A memória de Leila indicava que o teste em nada fora alterado. Mesma ordem de perguntas, mesmo tempo de espera pela resposta. A Razão, porém, captou a mudança: os sentimentos não estavam mais lá. Há quase dez anos, Leila concentrava-se no que ia dizer, tinha que valer a pena. Esperança, dor, saudade, medo: essa foi a sua descrição do primeiro dia para Fernanda, quando se conheceram. Tudo aquilo passara a ser um punhado de cálculos e descrições na sua mente de Moderno. Seu único sinal orgânico presente era a insistência em tentar entender aquele passado. Algo como angústia.

Dr. Camargo e Fernanda levantaram-se, sorrindo para Leila. Ela os seguiu, entendendo que estava terminado: ela estava livre. Quando se aproximaram da porta, ao invés do habitual deslizar, uma maçaneta surgiu. Progressivamente, tudo começou a mudar: uma porta comum moldou-se e o prateado das paredes virou um amarelo aconchegante, brilhoso à luz do sol. Onde antes estava a mesa do interrogatório, agora Leila via sua cama, ou a cama que um dia chamou de sua. Pouco a pouco, seu pequeno quarto aparecia. Seus parcos pertences caiam do teto, até se acomodarem à imagem tão familiar do passado. O cheiro das flores do terreno vizinho invadiu todo o espaço e o riso das crianças brincando na rua era audível. Leila sabia onde estava; reconhecia cada canto e o que estava dentro do armário e das caixas. Ela só não sabia como nem por que estava ali. Aquela miragem (era miragem mesmo?) formou-se em menos de um minuto e ativou camadas de seu cérebro melhorado que ela não podia conter. Seus olhos secos e profundos encaravam tudo, furavam, atacavam o cenário. Não, não era imaginação, a Razão não permitia sonhos. Seria loucura? Uma dose a mais ou a menos do remédio causaria aquilo. Não era possível.

Sentia que sua cabeça explodiria. Todos os seus implantes, por toda extensão do corpo, pareciam ter crescido e cortavam sua pele. Olhou para a ponta de seu indicador direito e não viu corte, sangue ou variação de tamanho. Estava tudo igual. Girou sobre seus calcanhares e viu Fernanda parada, assistindo à sua exibição de fracasso. Fernanda era real. Caminhou até ela, braço estendido, como velhas imagens religiosas em que o humano ordinário tentava alcançar a salvação.

*

Leila acordou com o barulho de sirene. Isso nunca significava algo bom. Percebeu vozes desconhecidas e um choro. Andou até a entrada da casa, de onde sua mãe também observava a movimentação. Viam um policial conversando com uma vizinha chorosa, enquanto Carina, sua filha caçula, aguardava na viatura estacionada. A sirene incomodava, gritava, para que todo mundo soubesse de sua presença e não pensasse em atraí-la novamente.

-Assine aqui, Dona Joana.

A vizinha assinou o papel e, trêmula, o devolveu ao policial. Ele levou sua filha de apenas seis anos. Desde que a lei de maioridade penal fora revogada, até um bebê chorando que incomodasse um vizinho poderia ser encaminhado para a detenção.

Joana cobria o rosto com as mãos, o corpo magro e cansando tremia com a força de seu pranto. Ela se lamentava sozinha, enquanto a vizinhança voltava à rotina e fingia esquecer o que tinha acontecido. Horas depois, soube-se que Carina e outras crianças roubaram algumas maçãs de um mercado perto dali. Todas foram presas.

Leila foi para o quarto, assustada, e ficou lá pelo resto da manhã. Pensava no que Carina enfrentaria. A diferença de idade não era grande, Leila tinha somente dez anos e ajudava a mãe a passar e costurar roupas – ou em qualquer outro trabalho que colocasse comida em seus estômagos. Lembrou-se da raiva com que Dona Joana falava sobre o ex-marido, que saiu de casa logo após o nascimento de Carina e foi em busca de uma esposa que lhe desse um filho homem. Se ele ao menos pagasse a pensão, elas não estariam com fome e uma criança não estaria na cadeia.

Com o passar do tempo, Leila teve de deixar a escola e se dedicar totalmente ao trabalho. Sua mãe não tinha mais a disposição de antes e os clientes começavam a reclamar da qualidade do serviço. Quase não viam mais Dona Joana, que agora fazia dois turnos na fábrica para cobrir as despesas extras de Carina, já a família era obrigada a contribuir com uma porcentagem do que ela custava ao sistema de detenção. Não havia lógica em prender toda e qualquer pessoa, por mais banal que fosse o motivo, se não havia estrutura para tanto. Proteger era um eufemismo para “impor o medo” e a limpeza de criminosos era a maneira branda de dizer “genocídio da população pobre”. Por isso, o destino de Leila já estava traçado. Ela seria mais uma mulher de baixa escolaridade em subempregos que, com sorte, encontraria um marido com quem dividir a casa e as dívidas.

Quando completou quinze anos, seu corpo e as marcas de sofrimento em seu rosto lhe davam um aspecto de mais idade. Os anos de trabalho apareciam agora em braços fortes, e a expressão séria traduzia a privação e a dor rotineiras. Tinha certeza de que era seu aniversário e de que não teria bolo ou presentes. Ainda durante a madrugada, levantou para terminar de passar as roupas de uma cliente e saiu para a entrega logo que viu o sol surgir. Tudo o que desejava era ficar longe de casa, longe da mãe, longe de sua própria vida.

No caminho de volta, avistou um carro preto perto de sua casa. O coração deu vários saltos: algo terrível acontecia. Olhou para as mãos calejadas, para as roupas velhas e sentiu o estômago reclamar – não tinha esperança de que recebesse boas novas.

-Leila, onde você estava? Ainda é tão cedo!

-Quem são esses? – Perguntou enquanto apontava para os dois homens esquisitamente brancos vestidos em ternos lustrosamente pretos.

-Ah, querida! Você não imagina como são bons esses rapazes…

-Muito prazer, Leila. – O homem mais próximo a ela levantou-se – Somos agentes recrutadores da CM e viemos explicar para você e sua adorável mãe os benefícios de você virar um Moderno.

-CM? Moderno? O que é isso? O que está acontecendo?

Sem deixar de sorrir por um momento sequer, o agente repetiu para Leila tudo o que dissera anteriormente para sua mãe. Aos quinze, seu corpo ganhara a maturidade necessária para iniciar o processo de Modernização, ao mesmo tempo em que mantinha a juventude necessária para se adaptar. Ela seria levada para a Central de Modernização e viveria lá com todo o conforto imaginável até que estivesse pronta ou fosse rejeitada. Receberia treino para aumentar sua força, teria acompanhamento psicológico e seria bem alimentada. Seu único trabalho seria simples: emprestar seu corpo para que microchips fossem instalados, a fim de eliminar fraquezas corporais, vícios morais, dificuldades intelectuais e influências de base emocional. O sistema, chamado Razão, vinha sendo testado e aperfeiçoado há anos. Com ele, Leila seria capaz de ler e reconhecer características de várias pessoas, analisar suas vozes e saber o que o Antigo – a pessoa não-Moderna – sentia, tudo por meio de cálculos extremamente rápidos.

-Veja bem, Leila: a mente humana é incrível em sua complexidade e capacidade. Com os estímulos corretos, qualquer pessoa é melhor do que o mais avançado computador. É justamente isso que estamos te oferecendo, tais estímulos. Você tem um potencial enorme, com todo o respeito – o homem a olhava da cabeça aos pés, lentamente —, no quesito anatômico você já está praticamente pronta. Fora isso, após a fase de adaptação e treinamento, você sairá de lá com um emprego garantido.

Leila encarava as três pessoas sentindo-se abatida. Até mesmo sua mãe tinha virado uma estranha. Como ela podia sequer considerar aquela ideia? Era tudo absurdo demais para ser real.

-Querida? Está me ouvindo? O que eles estão dizendo é que você vai ter uma chance. Não precisa ficar presa aqui, passando roupas e fome.

-Mãe, consegue perceber o que está falando? Hein? Vão nos separar e me usar numa experiência maluca. Eu vi cartazes contra essa coisa de Modernos pela cidade, agora eu lembro. Eu não vou! A senhora está cansada. Se eu não tivesse saído da escola, a gente não teria o que comer! Como você vai se manter sozinha?

-Não se preocupe, mocinha. – interrompeu o outro agente, que não tinha falado – Nós recompensaremos sua família pelo seu voluntariado.

-Eu não sou voluntária de merda nenhuma! Vocês estão me comprando! Mãe, como a senhora… por que está me vendendo?

-Não é isso, meu amor. Eu não quero que você sofra mais.

-Leila, por favor, acalme-se. Sua mãe está preocupada com seu futuro e com seu bem-estar. Poucas famílias no seu bairro têm essa oportunidade, porque não cuidaram tão bem dos seus jovens. Daqui duas semanas, voltaremos para buscá-la. Por favor, esteja pronta.

Ainda sem reação, Leila sentiu os homens apertarem sua mão e desejarem feliz aniversário antes de saírem.

As duas semanas de prazo passaram confusas. Leila visitou as clientes e recomendou outras mulheres para passar e costurar. Rasgou o caderno onde anotava as economias e projetava em quanto tempo teria o suficiente para comprar uma bicicleta e agilizar as entregas. Mal conversou com a mãe, não suportava a conversa de que aquilo tudo era uma boa ação. Pensou em fugir, porém teve medo do que aconteceria. Sabiam sua data de aniversário e seu endereço, porque a vigiavam, sem chance de que pudesse se esconder.

Ouviu o carro dos agentes estacionar. Pegou seus documentos, a única coisa que permitiram que levasse e saiu do quarto. Sobre a mesa da cozinha, viu várias sacolas cheias de alimentos. “Esse é meu preço”, pensou. Viu um saco cheio de maçãs e lembrou-se de Carina, presa por roubar uma daquelas para matar a fome. Mais uma vez, a fruta castigava uma menina pobre, tirava sua liberdade.

*

Fernanda estava vermelha e suada, tamanha era sua raiva. Encarava a tela de seu computador pessoal com o cenho franzido e sem piscar. Na sala ao lado, um grupo de Antigos e Modernos fazia testes em Leila, sob os comandos virtuais da Nível 2. Uma hora inteira transcorreu até que ela percebeu a presença do Vocacionista ao seu lado. Escolheu algumas teclas e um fez com que um painel evitasse que a equipe pudesse vê-los; mais algumas, e o som da conversa também não sairia dali.

-Vinícius, que porra foi aquela? Cara, em que merda você estava pensando quando recriou o quarto da Leila?

-Ei, pode parar! Fernanda, eu entendo sua raiva. Tenho me dedicado a esse projeto tanto quanto você. Mas nem tudo é escolha minha ou do resto dos Vocacionistas. A avaliação final era prevista e o Manual…Mandaram que eu fizesse aquilo!

-Tá, mas e aí? Vamos descartá-la? Você sabe o que acontece com os Modernos rejeitados, Vinícius. A Leila é uma das melhores e…

-Fernanda, preste atenção. Primeiro, ela não é mais “Leila”. Você é sempre tão certinha com os protocolos e agora fala como se ela fosse sua amiga. Ela não é, entendeu? E, segundo, eu nem comecei o relatório.

-Cara, desculpa, mas seu relatório não vai ajudar. Tudo aqui é filmado. Ainda mais um teste desses, parece até proposital.

-E o que te importa isso? Espero que seja só o susto, você não pode pensar assim! Ela é uma coisa híbrida que nós ajudamos a montar. Não é o único Moderno sob sua responsabilidade, nem o primeiro que você vê falhar.

-Vinícius, eu larguei tudo por esse projeto, tudo! A Le… A 703-X foi o melhor trabalho que realizei. Não sei em quê pretendem usá-la, mas há um ser humano vivo naquela maca e…

Um bip chamou a atenção; Leila estava acordando.

-Como se sente, 703-X?

*

Os dados eram transmitidos sob sua pele. Em algum lugar da CM, um computador enviava e recebia informações de seu corpo. Foi assim que a adolescente que entrou ali virou um Moderno.

Há muito, mão sentia fome, sono, não menstruava. Recebia pílulas de nutrientes a cada semana, apenas para que seus órgãos reconhecessem alguma substância orgânica e continuassem funcionando. O resto era feito pelos chips: estímulos de prazer, de satisfação, de dever.

Sua mente era um computador cheio de arquivos. Cada pedacinho do seu cérebro podia ser usado para alguma coisa. Por isso, Leila conseguia se lembrar do que viera antes de chegar ali. Mesmo que não entendesse mais o medo que sentia do amanhã e o carinho que nutria pela mãe, tudo poderia ser resgatado, analisado e categorizado pela Razão.

Ela não sabia que uso teria quando deixasse da Central, mas algo dizia que sua vida apresentaria uma melhora, mesmo que voltasse para a casa da mãe. Segundo o histórico, havia uma gama de fatores negativos, como fome, miséria e falta de recursos. Agora que era um Moderno e não precisava comer nem dormir, ela poderia trabalhar dia e noite para sustentar a casa e tornar o ambiente melhor.

Em sua cabeça, aquele deveria ser o único motivo para que tivesse sido escolhida, preparada e estivesse a um passo de voltar para o convívio social. Sabia, mesmo sem informação oficial ou análise da Razão, que nada de mal aconteceria.

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Trecho do meu desafio NaNoWriMo 2015. Eu alcancei mais de 50k palavras, mas decidi que os arcos vão fluir melhor em forma de conto (tem gente que não serve pra escrever romance, não adianta forçar).

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