Sem culpa

Tristeza, do Divertida Mente, caída no chão

“Um Pedido de Desculpas” era o nome do arquivo.

Eu agradecia e me desculpava por aqueles tempos difíceis, quando a vida parecia não fluir. Eu realmente acreditava que a culpa era minha e que – pior! – era tudo ingratidão. Demorei pra perceber que a Terra é grande demais para carregar na minha mochila (mesmo que seja Praticamente Inofensiva).

Deletei aquele arquivo, estava corrompido e deixava tudo por aqui vulnerável – por favor, um vírus é tudo o que não quero agora. Fiz uma limpeza, dei uma ajustada, mas, na boa, não fica zerado. Não tem que ficar. O uso causa desgaste e lentidão mesmo, por isso, é melhor só manter o essencial.

Sempre tem um errinho ou outro de programação – o lance é aprender com eles e tentar melhorar a performance. Sabe, não dá pra cuidar de tudo o tempo todo.

Mesmo tendo encontrado vários técnicos, alguns muito bons mesmo, não dá pra garantir que eu vá escutá-los. E continua não sendo minha culpa.

Anúncios