O socorro chegou!

Tela de início do jogo O Socorro tá a Caminho

Lá estava eu, navegando pelas calmas águas de um grupo no FB (o único grupo sem tretas ou stress), quando o Vic anunciou seu jogo! \o/ Já conhecia o trabalho dele por conta do blog (e assim que sobrar uma grana, comprarei o livro) e não parei de pensar “o que estará preparando essa pessoa tão peculiar?”

De cara, foi uma experiência totalmente nova para mim. Não que eu seja um gamer com anos de experiência e záz – a proposta toda do jogo me encantou. Tudo simples, rápido, simpático e absurdamente bem escrito! Não só a narrativa me prendeu, como a descrição é bastante elaborada e detalhada, sem ser cansativa.

A descrição, aliás, proporciona uma imediata imersão. Eu senti o cansaço e a agonia da personagem, mesmo sem vê-la (é um jogo de texto) – o que é foda, porque descrição demais pode travar a história. Eu consegui visualizar os cenários e os NPCs, mesmo com tantos termos novos e… curiosos.

Basicamente, sua personagem é Maria, uma matemágica queer que acorda perdida no deserto de um planeta estranho, sem saber o que aconteceu e sem poder se comunicar com a tripulação da nave, porque a neuronet deu ruim. A partir daí, é sobreviver ou sobreviver

A limitação de Maria para encontrar o caminho e a galera abre duas linhas temporais no jogo: enquanto enfrenta o presente desconhecido do planeta e tenta encontrar um lugar seguro, ela tem que lidar com a ansiedade e com lembranças dolorosas – nada que ajude quando tudo o que você precisa é se acalmar.

(Será que foi por esses pensamentos conflituosos me identifiquei tanto com a Maria?)

Bem, seguindo a maravilhosidade do jogo, o desfecho é impactante. Sim, ficção científica pode ser beeem pessoal – acredito que cada pessoa interpretará de uma maneira diferente. Só adianto que um sorriso surgiu ao mesmo tempo em que um cisquinho caiu no meu olho :’-)

*     *     *

Foto: Imagem do jogo

Anúncios