Aventura Felina

Eram quase vinte fotos. Carinhas fofinhas, poses chamativas.

Apenas uma era diferente: estava com a boca aberta, como se chamasse por alguém. Resolvi atender a esse chamado.

Depois de algumas conversas com o ser da minha espécie que intermediava tudo, ele chegou. De primeira, não gostou do viu e se fez entender. Depois de cinco minutos, saiu; atravessou a porta e o portão para declarar o desagrado.

Era um teste – não que eu soubesse. Embora não fosse a primeira experiência, foi a mais difícil até agora. E, um pouco no susto, um pouco no impulso, peguei minhas chaves e encarei o desafio. Eu não sabia direito o que fazia, só sentia que precisava ser feito.

Aquela primeira etapa foi difícil. Por mais que eu tivesse ajuda, parecia que tudo tinha terminado ao começar. Meu coração estava acelerado e eu quase chorava diante da prova da minha incapacidade. Quando o desafio parecia perdido, eu vi: havia um grande pedaço de madeira apoiado na parede formando uma sombra.

Era minha última chance e eu sentia uma grande excitação. Sabia que, feliz ou infelizmente, era ali que terminaria meu teste. Assim que afastei aquele pedaço de madeira, ele me viu e soltou um delicado e quase inaudível miado.

Foi assim que virei humano de estimação do Tomaz.

Prazer, eu sou Tomaz!
Prazer, eu sou Tomaz!
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