Arte

Um coração roxo pintado numa parede bege

Nasci arte
Agora estou gente
Mas ainda há arte dentro de mim
Porque o sangue não pode ser mudado,
As origens não podem ser negadas,
E mesmo quando são nos influenciam.
Sou arte quando acordo:
No sol, significado de uma vida;
Na rua, ponto de músicos;
Nas pessoas, razão dos cronistas;
No vento, que faz balançar os cabelos e inspira os poetas.
Sou arte quando almoço:
Num lugar belamente arquitetado;
Na singularidade de cada prato.
Sou arte no caminhar:
Seja apressado, cansado ou esperançoso.
Arte, pelo amor que faz pulsar cada coração;
Pelo olhar distante de cada um que passa por mim;
Pelo ar que está nos suspiros;
Pelo segundo que parou numa foto;
Pelo sim ou pelo que deixaram de ser ditos.
Sou arte no pôr do sol,
Que poucos podem ver, poucos querem, pouquíssimos se importam,
Mas é capaz de mudar uma vida.
Sou arte nos filmes, nas peças,
Na simplicidade de quem me entende
Mesmo como gente
E que vê arte em mim.
Sou arte na Lua:
Imaginação para corações sombrios;
Luz em olhos apaixonados.
Sou arte quando durmo:
Invadindo sonhos;
Viro objetivo;
Me fazem uma realidade:
Pronto, sou arte!
Não sei onde vou estar
Ao fim da próxima rotação do mundo
Só sei que quero morrer como nasci:
Nascer, viver, morrer,
Ser Arte!

(Alguma quinta-feira de 2008)

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